O
Caminho da Mímica Total
Nossa proposta é de pesquisa e desenvolvimento de um novo
modo de se expressar através da Mímica, ao que chamamos
de Mímica Total.
Mímica Clássica e Pantomima
A
pantomima é um gênero dentro da Arte da Mímica,
tão popular que muitas vezes gera confusão e identificação
com o conceito da Mímica. Foi predominante no século
XIX e o francês Jean Gaspard Debureau foi a sua maior referência.
Na pantomima, o ator é silencioso, com rosto pintado de branco,
luvas, executando ilusões no espaço, normalmente com
caráter cômico. Mãos e rosto são os pontos
centrais da expressão. Seu mais popular artista é
Marcel Marceau.
Mímica Moderna
A
Arte da Mímica sofreu grande desenvolvimento no século
XX, com vários pesquisadores importantes, como Jacques Copeau,
Etienne Decroux e Jean Louis Barrault. Pregava o mínimo de
elementos em cena: palco vazio, corpo praticamente nu, o ator como
foco central da criação. A voz também poderia
entrar em cena. A técnica corporal era metódica e
meticulosa, com uso de isolamentos, escalas, decupagens, e elementos
que lhe davam caráter extrema-mente plástico. Decroux
criou toda uma nova linguagem para composição de partituras
de ações físicas, ao qual deu o nome de Mímica
Corporal Dramática, onde predominam movimentos subjetivos,
ligados a sentimentos e emoções. Normalmente os temas
são dramáticos e não cômicos. O rosto
muitas vezes está coberto com um véu e a expressão
é focada nos movimentos do tronco.
Mímica
Contemporânea ou Teatro Físico
Síntese
pós-moderna da mímica, engloba uma intersecção
dinâmica das técnicas da Mímica, da Pantomima,
da Mímica Corporal Dramática, da Mímica Vocal,
do Circo, da Dança e do Teatro. Usa voz, música, cenários,
efeitos especiais. Tem grande caráter gestual e visual. Jacques
Lecoq, Steven Berkoff, Jerzy Grotowski e Eugênio Barba são
as maiores referências deste momento.
MÍMICA TOTAL
A
Mímica Total é um salto e mergulho nos conceitos do
Teatro Físico, em união com pesquisas recentes das
ciências cognitivas e da filosofia. É um aprofundamento
na idéia do ato total, que integra pensamento, corpo e voz
na figura do ator-performer. Entende a mímica como ato de corporificação,
que se manifesta tanto objetivamente (característico da Pantomima),
como subjetivamente (Mímica Moderna), sem divisões
entre razão e emoção. O corpo não é
mais considerado um instrumento/máquina a serviço
da mente, mas é o próprio pensamento.
É Total porque integra: os vários gêneros da
mímica, criação e obra, corpo e voz, razão
e emoção, mente e corpo, indivíduo e coletivo,
visível e invisível. É Mímica porque
é corporificação, é afirmação
de um acontecimento, é ação, é criação,
é afirmação da vida.
Leia
aqui o Manifesto da Mímica Total
